Aqui querem-se coisas simples como o Sal e a Pimenta, mas que fazem toda a diferença. Só não convém abusar na dose...

29/12/2006

A política deve poder retirar o direito à vida?

Ao incluir este tema tive dúvidas se o deveria classificar como política. Afinal o direito à vida é universal e não deveria ser posto em causa por qualquer acto político ou outro.

Sou contra uma mulher (ou quem quer que seja) decidir por livre arbítrio que irá abortar. Mais, que isso seja aprovado e pago pelo estado.

Igualmente sou contra a pena de morte.

Obviamente que os casos já previstos na lei para aceitar o aborto (problemas de saúde, violações, etc.) podem e devem continuar válidos.

Dizem que as mulheres que entendam abortar vão presas e que isso é grave. Grave é acabar com uma vida.

Dizem que querem despenalizar. Então se isso hoje dá prisão, porque é que há-de ser alterado para até ser apoiado e pago pelo Estado? É passar do 8 aos 80! Será que não há algo intermédio no tal processo de despenalização?

Um link para quem entender apoiar a causa: http://www.nao-obrigada.org/

2 comentários:

Paulo Maia disse...

Sou a favor do direito a vida e contra a pena de morte tambem.
A despenalizacao do aborto e muito mais que o direito a vida. A despenalizacao do aborto vai permitir as mulheres que o fazem, sim neste momento muitas mulheres portuguesas recorrem a clinicas espanholas ou a "profissionais" do aborto, terem condicoes de higiene e seguranca para cometer um acto que ninguem, por mais frio que seja, consegue praticar sem sofrer um sentido de culpa enorme.
Concordo que e interromper uma vida, mas tambem e interromper uma vida quando de uma violacao, uma vida nao vale mais ou menos quando vem de uma violacao ou de um acto sexual de "comum acordo".
Moro, temporariamente, num pais em que o aborto e legal, nao e por isso que os hospitais estao cheios de mulheres a quererem abortar. Mas as mulheres e os homens devem poder decidir se e a altura certa para dar vida a uma crianca, nao nos podemos esquecer que os homens devem ser considerados tambem, o filho nao e feito so pela mulher, assim como a decisao de interromper deve ser tomada em conjunto, excepto, aqui sim, no caso de violacao, em que deve ser a mulher a decidir.
Deixo uma pequena nota, tenho dois filhos e nunca pensei em abortar de nenhum deles, sinto-me uma pessoa com sorte, pois nunca tive que estar perante um dilema arrasador para qualquer pessoa.
Muito se pode dizer a favor e contra, parabens Sergio por este espaco de discussao.
PS: A falta de acentuacao nao e porque eu nao saiba escrever, mas o teclado que uso nao tem acentos :)

sneves disse...

Obrigado Paulo. Estás sempre atento.

E parabéns pois deste a tua contribuição com o primeiro comentário ao meu blog. Espero conseguir mantê-lo vivo!

Um abraço e continua assim, sempre atento.